Beatriz Milhazes – uma explosão de formas e cores

 

Formas coloridas marcam a obra da pintora, gravurista e ilustradora Beatriz Milhazes. Influências globais e locais se mesclam no seu trabalho, mas a artista defende que as respostas para seu interesse nas coisas e comportamentos só podem ser encontrados no Brasil. Essa busca pode surgir no delírio das cores e formas do carnaval no Rio, a melancolia da Bossa de Jobim, ou nas calçadas de Copacabana, projetadas por Burle Marx. Suas fontes são variadas: as obras de Tarsila do Amaral, que misturavam influências europeias com formas indígenas, as combinações de cores de Matisse, as estampas de Emilio Pucci, retratos de Frida Khalo e as jóias feitas por Miriam Haskell para Carmen Miranda.

No início de sua carreira, utilizava a colagem de tecidos nas pinturas. No final dos anos 1980, começou a desenhar os contornos das flores e mandalas em folhas de plástico transparente, colorindo-as com tinta acrílica e retirando-as depois de secas, e muitas vezes, reutilizando em outras obras. . É por isso que muitas vezes aparecem formas idênticas em diferentes pinturas. Explica a artista: “Eu gosto da textura lisa resultante, a maneira em que a pintura parece congelada no tempo”.

Entre 1999 e 2012, Milhazes multiplica as suas experiências com os outros modos de expressão: desde 1996 também produz serigrafias; livros de artista, desde 2002; colagens desde 2003, projetos envolvendo arquitetura desde 2004 e obras tridimensionais desde 2010, que iniciaram e criações para a companhia de dança de Marcia Milhazes, sua irmã.

Na próxima quinta-feira, Beatriz inaugura a mostra Panamericano, no Malba, com curadoria de Frédéric Paul, como parte das comemorações do Mês do Brasil na Argentina, organizada pela Embaixada do Brasil. A exposição traz 30 pinturas de sua produção recente, além de uma intervenção cênica criada especialmente para a galeria no segundo piso do museu. As peças vem, em sua maioria, de coleções no Brasil e EUA.

“Seu trabalho teve a ganhar reconhecimento no exterior para escapar do isolamento em que a artista, como pintora adepto de cores sem preconceitos, estava confinada ao seu país. Na verdade, ninguém tinha pintado como ela no Brasil”, afirma Paul.

Suas obras fazem parte de coleções de museus, incluindo o Museu de Arte Moderna (MoMA), Solomon R. Guggenheim Museum e do Museu Metropolitano de Arte (Met), em Nova York, e do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha, entre outros.

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