Tatzu Nishi e a aproximação dos monumentos

Artistas que constroem obras temporárias, ou efêmeras, como diversos dos trabalhos que fazemos na Liquens, existem vários. Um deles apresenta uma obra e trajetória muito marcantes, tanto para quem só vê suas criações por fotografias, quanto por aqueles que vivem a experiência única que é presenciar uma criação de Tatzu Nishi.

O artista japonês é conhecido por transformar monumentos e espaços públicos, normalmente distantes da realidade da população do local escolhido, seja por sua distância ou tamanhos físicos, seja pela pouca atenção que costumamos dar a prédios e monumentos por onde passamos e vivemos, em locais íntimos e rotineiros.

A partir de andaimes e estruturas provisórias de construção, Nishi aproxima o expectador de obras como estátuas e monumentos através de um novo ponto de vista, construindo ao redor salas e quartos tão íntimos e simples que parecem as salas de nossas casas. O artista destaca assim, pequenos elementos que jamais conseguiríamos perceber, além de atribuir novos sentidos aos monumentos que fazem parte dos cenários de diversas cidades pelo mundo.

No ano passado, Tatzu esteve em Porto Alegre, dentro da mostra Cidade Não Vista da 8ª Bienal do Mercosul, onde construiu um quarto de dormir muito simples, na fachada do prédio da antiga prefeitura, dando destaque a dois leões e um relógio, que só podem ser vistos de longe por quem passa por ali todos os dias.

Sua última instalação foi construída e inaugurada há poucos dias em Nova York, onde criou um apartamento para a estátua de Cristóvão Colombo na Praça Columbus Circle, aberta a visitação até 18 de novembro. A obra intitulada “Descobrindo Colombo” é um apartamento de 75 metros quadrados suspenso por um andaime. A sala em que fica a estátua foi decorada pelo artista com o objetivo de refletir sua visão dos Estados Unidos. O apartamento tem uma biblioteca com grandes sofás e uma televisão dentro de um quarto com um papel-parede representando os grandes símbolos da cultura americana.

Além de dar a oportunidade ao público de se aproximar do monumento, o artista ainda levantou a questão de conservação da obra construída em 1892 pelo artista italiano Gaetano Russo, que estava em estado de degradação. O governo de Nova York já anunciou que investirá 1 milhão de dólares na restauração após o encerramento da mostra.

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