O olho de Curitiba

Dica bacana para quem visita Curitiba: conhecer o Museu Oscar Niemeyer.

O prédio foi projetado em 1967, com inauguração em 1978, chamado incialmente de Edifício Presidente Humberto Castelo Branco. Integrado ao complexo do Centro Cívico, com projeto paisagístico de Burle Marx, parcialmente executado, o projeto original previa a instalação do Instituto de Educação do Paraná.

Por razões políticas, ao ser concluído, a construção foi ocupada pela administração estadual. Em 2001, autoridades decidiram transformar a generosa área em um museu. Após diversas adaptações, o espaço ganhou um anexo, popularmente chamado de Olho. Dedicado à exposição de Artes Visuais, Arquitetura e Design, atualmente, o Museu possui 17.744,64 mil metros quadrados de área expositiva potencial.

O acervo inicial surgiu com as obras do Museu de Arte do Paraná (MAP) e com o acervo do extinto Banco do Estado do Paraná (Banestado). Em sua coleção figuram importantes artistas paranaenses e nacionais de vários movimentos. Composto por aproximadamente três mil peças, o acervo guarda obras dos paranaenses Alfredo Andersen, Theodoro De Bona, Miguel Bakun, Guido Viaro e Helena Wong, além de Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Oscar Niemeyer, Ianelli e Caribé, entre outros.

Para quem estiver na cidade nos próximos dias, duas mostras são destaque: “América do Sul, a Pop Arte das contradições” e “Acervo MON Mobiliário”. A primeira exposição, com curadoria nacional de Paulo Herkenhoff e argentina de Rodrigo Alonso, traz 80 trabalhos de artistas como Claudio Tozzi, Nelson Leirner, Wesley Duke Lee, Samico, Antonio Dias, Anna Bella Geiger, Cildo Meireles, Décio Pignatari, Antonio Berni, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Artur Barrio, entre outros.

A seleção das obras apresenta um recorte do movimento Pop Art no Brasil e na Argentina na década de 1960, com imagens que documentam as transformações e experimentações dos artistas, oferecendo uma visão semelhante da Pop Arte nos dois países.

Para os aficionados por design, o MON expõe seu acervo de mobiliário. A mostra apresenta móveis que fazem parte dos utensílios do museu, sendo utilizados nos escritórios do local.  Objetos como a Poltrona Fólio, de Emerson Borges, e peças de Célio T. dos Santos, Heitor Éckeli e Tina e Lui, Lina Bo Bardi e do próprio Niemeyer podem ser vistas ao lado de obras do suíço Jacob Rutchi, conhecido como o responsável pela implementação do design moderno no Brasil.

Destaques como as cadeiras escolares de Karl Bergmiller e a Poltrona Beijo de Maurício Klabin também fazem parte da exposição.

 

Acervo MON Mobiliário – até dia 04 de novembro

América do Sul, a Pop Arte das contradições – até 20 de janeiro de 2013

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