Fulano de Tal

Raul Krebs

Inaugura no dia 13 de março a nova mostra na Galeria Mascate, intitulada Fulano de Tal. Na Sala dos Lixos, uma coletiva de retratos com trabalhos de dez fotógrafos apresentam um panorama desde o retrato tradicional documental até a subjetividade contemporânea.

O gênero se consolida no século XIV, após ter sido utilizado no Egito, no mundo grego e na sociedade romana, com finalidades das mais diversas. Um dos artistas que incentivou a curadoria da mostra organizada por Régis Duarte e Tiago Coelho é Cecil Beaton. “O inglês, assim como nós, era fã de George Hoyningen-Huene, no qual o próprio Beaton afirmou ter seguido o exemplo ao fazer fotografias que tentam ser interessantes como composições, expressam o ponto de vista do sujeito e, se possível, sugerem uma interpretação”, revelam os diretores da galeria.

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Integram a mostra os fotógrafos Albert Jodar, Alexandre Raupp, Claudio Menëghetti, Fernanda Chemale, Flavia Sammarone, Gabriela Mo, Raul Krebs, Roberta Sant´anna, Tadeu Vilani e Tiago Coelho.

Régis Duarte divulgação(p)

Na galeria superior, a individual com mesmo título e tema, mostra a produção recente de Régis Duarte. O artista começou sua carreira pintando telas com tinta acrílica e fez sua primeira individual no ano de 1994 na reabertura da Casa de Cultura Mario Quintana. Estudando arquitetura, foi no trabalho como diretor de arte em agência de publicidade que descobriu seu interesse pela moda. Com uma linha de vestuário que há 10 anos leva seu nome, Régis retorna as telas com um trabalho que ele classifica como contemplativo.

Com o prêmio que recebeu do Instituto Marc Chagall pela criação do logotipo do Museu Judaico de Porto Alegre, Régis passou pela escola de pintura Fleisher Art Memorial no ano de 1997 na Filadélfia. Sobre o retorno as paredes, agora com colagens de fotos roubadas, Régis explica: “Admito que não existe nada de complexo ou trabalhoso na feitura destes retratos. Nenhum ‘processo obsessivo’ para satisfações contemporâneas. É tudo muito simples como em um quebra cabeça de fotografias roubadas. Os crochês dos detalhes, não são da vovó, foram feitos, um a um, por minha mãe. E nem vamos perder tempo buscando leituras sócio-políticas de boutique. Para que dizer, se há tanto pra ver”, afirma.

A mostra segue até o dia 20 de abril, de terças a sábados, das 14h às 18h. A entrada é franca. A Galeria Mascate fica na rua Laurindo, 332.

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