O novo MAR do Rio de Janeiro

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Inaugurado no dia 1º de março o MAR, Museu de Arte do Rio, é a primeira obra cultural do finalizada do projeto de revitalização da Zona Portuária da cidade. Dois prédios fazem parte do complexo: a Escola do Olhar, cuja proposta é a formação de professores e alunos a partir de um projeto interdisciplinar de arte e educação e o Palacete Dom João VI, que abrigará exposições nas oito salas distribuídas em quatro andares, com 15mil metros quadrados e 2,4mil de área expositiva.

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O MAR pretende promover uma leitura transversal da história da cidade, seu tecido social, sua vida simbólica, conflitos, contradições, desafios e expectativas sociais. Suas exposições vão unir dimensões históricas e contemporâneas da arte por meio de mostras de longa e curta duração, de âmbito nacional e internacional. O museu surge também com a missão de inscrever a arte no ensino público, por meio da Escola do Olhar.

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Instalado na Praça Mauá, em dois prédios de perfis heterogêneos e interligados: o Palacete Dom João VI, tombado e eclético, e o edifício vizinho, de estilo modernista – originalmente um terminal rodoviário. O projeto arquitetônico do MAR é do escritório carioca Bernardes + Jacobsen. Os dois prédios que formam a instituição serão unidos por meio de uma praça, uma passarela envidraçada e cobertura fluida, em forma de onda – o traço mais marcante da caligrafia dos arquitetos – transformando-os em um conjunto harmônico.

Como recomenda a UNESCO, o MAR terá atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais – sob a forma de exposições, catálogos, programas em multimeios e educacionais. Com sua própria coleção – já em processo de formação por meio de aquisições e doações correspondentes à sua agenda – o MAR contará também com empréstimos de obras de algumas das melhores coleções públicas e privadas do Brasil para a execução de seu programa.

Na inauguração, quatro mostras simultâneas estão abertas à visitação: “Rio de Imagens: uma paisagem em construção”; “O colecionador: arte brasileira e internacional na coleção Boghici”; “Vontade construtiva na Coleção Fadel”; e “O abrigo e o terreno – Arte de sociedade no Brasil I”.

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“Rio de imagens”, sobre as transformações do cenário urbano da cidade ao longo de quatro séculos tem curadoria de Carlos Martins e Rafael Cardoso, e conta com aproximadamente 400 peças, dentre elas quadros de Tarsila do Amaral, gravuras de Lasar Segall e aquarelas de Ismael Nery, além de uma reprodução multimídia que remonta a antiga Avenida Central, a atual Avenida Rio Branco, no Centro.

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No segundo andar, serão exibidas cerca de 140 peças da coleção particular do marchand Jean Boghici. A mostra “O colecionador: arte brasileira e internacional na coleção Boghici” inclui pinturas e esculturas de Di Cavalcanti, Brecheret, Guignard, Vicente do Rego Monteiro, Rubens Gerchman, Antonio Dias, Calder, Kandinsky e outros 70 artistas sob a curadoria de Luciano Migliaccio e Leonel Kaz. O detalhe fica por conta da disposição das peças, organizadas em dois grandes círculos. No primeiro, as telas ficarão voltadas para o centro da sala; na segunda, viradas para as paredes, numa alusão ao movimento de sístole e diástole, como definem os curadores.

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Um piso abaixo, a “Vontade construtiva na Coleção Fadel” reúne aproximadamente 230 peças, todas produzidas por artistas plásticos brasileiros participantes dos movimentos concreto e neoconcreto, que surgiram e se desenvolveram durante as décadas de 1950 e 1960. São destaques obras de Willys de Castro, Hercules Barsotti, Lygia Clark, Franz Weissemen, Ligya Pape, Hélio Oiticica e Aloísio Carvão, entre outros, sob curadoria de Paulo Herkenhoff e Roberto Conduru.

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Com curadoria de Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff, “O abrigo e o terreno – Arte de sociedade no Brasil I” será instalada no térreo e vai incluir obras relativas às questões do direito à habitação, à política territorial, à ocupação do espaço público e aos grandes projetos de reforma urbana, além das relações de inclusão e exclusão no contexto urbano. Além de projetos coletivos, também serão expostas obras de Antonio Dias, Bispo do Rosário e Lygia Clark, entre outros, e penetráveis de Helio Oiticica e Ernesto Neto, que promovem interatividade com o público.

As mostras seguem até 28 de julho. Uma dica imperdível para quem está ou vai para o Rio de Janeiro.

http://www.museumar.com/

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