DW!

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O DW! é um festival urbano de design composto por centenas de eventos independentes, simultâneos, integrados por um “Programa Oficial”. Ele foi criado para promover o design e suas conexões com a arte, arquitetura, urbanismo, decoração, inclusão social, agregação de valor, negócios e inovação tecnológica.

Concebido e realizado pela Summit Promo e Abril Mídia, com curadoria da Revista Casa Claudia.

De 15 a 18 de agosto de 2013, visitamos alguns dos espaços integrantes do evento.

Uma pequena amostra do que vimos por lá.

Os Balanços de Tom Price, no Museu da Casa Brasileira
A atmosfera lúdica da instalação Balanços Meltdown, do artista britânico Tom Price, mistura mobiliário e escultura: cordas, tecido, tubos de PVC e até folhas de polipropileno.

A obra ainda pode ser vista até 22 de setembro.

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Nós da China, na byKamy da Gabriel

Design têxtil compõe a mostra Nós da China.
Fazendo um jogo entre a palavra “nós” (o laço) e “nós” (o pronome pessoal), a exposição Nós da China reuniu 30 obras, que utilizam técnicas de tapeçaria e design. Com curadoria do professor de design têxtil Lin Le Cheng, da Universidade de Arte e Design de Pequim.

A diversidade de materiais e técnicas nos hipnotiza. Usam fios como se fossem pinceladas de tinta. Por vezes, percebemos degradês que parecem saídos de um mural de grafite. O apuro técnico do moroso handmade chinês nos fez paralisar diante de tantas camadas de cores, nuances e texturas.

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MADE, no Jockey Club. Intervenção pós-Casa Cor.

Feira MADE – Mercado, Arte, Design,

3.000m2, do design vintage ao contemporâneo, passando pela arte, fotografia, projetos gráficos e artesanato.

Idealizada por Waldick Jatobá, que considera a feira, uma plataforma multifacetada que apoia não apenas o design — do vintage ao contemporâneo — mas também as áreas convergentes: arte, fotografia, projetos gráficos e artesanato.
Os espaços do Jockey Club que abrigam tradicionalmente a Casa Cor, foram transformados pelo Atelier Marko Brajovic em instalações contemporâneas incríveis. Marko exercita o discurso do luxo x novo luxo, se utilizando das estruturas remanescentes no local da mostra de arquitetura. Abre cicatrizes nas paredes de gesso acartonado, deixadas pela Casa Cor, perpetuando uma cena de espaços inacabados, provisórios e efêmeros. Rasgos em forros, instalações aparentes e materiais simples, quase improvisados, se tornam eloquentes no conceito proposto pelo atelier.

Vimos ali: 100 anos de design holandês, a poesia das formas no design contemporâneo Belga,
bARST, instalação com mobiliário urbano, Greco Design – Exposição Passagens
Lacoste – Holiday Collector’s Series, com destaque para a peça dos Campana, Pieke Bergmans – High-lights, Snarkitecture – Instalação para a Electrolux, concebida com peças reutilizadas, antes utilizadas na fabricação de produtos da marca. As “lojas temporárias” de grandes marcas do design – Dpot, Mekal, Arquivo Composto, Pé Palito, Lumini, entre outras.

O espaço dos coletivos também era muito peculiar, pequenos corredores labirínticos ligavam um espaço ao outro. Coletivos de vários lugares do Mundo ocupavam suas pequenas porém intensas células. Habitando uma destas células, Ines Schertel, gaúcha, radicada em São Paulo, expôs  suas peças de lã, feitas artesanalmente: tapetes, almofadas, mantas, utilitários…As peças não são confeccionadas em teares e, sim feltradas pela fricção das fibras de lã, conta Inês, que teve sua inspiração no rebanho de ovelhas do marido, em São Francisco de Paula.

O método é minucioso e a paixão habilita as mãos a homenagearem a tradição e ao mesmo tempo trazerem algo fresco e contemporâneo. As peças são produzidas uma a uma num resultado único.

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La Lampe. Marcelo Rosembaum, Nada se Leva, Fetiche.

A La Lampe montou uma cenografia especial para apresentar as luminárias da coleção Yawanawá, peças feitas pelo projeto AGT – A Gente Transforma, de Marcelo Rosenbaum em parceria com os estúdios Nada se Leva e Fetiche, na tribo de mesmo nome localizada no Acre. Ancestralidade, sustentabilidade, responsabilidade social e organicidade, valorização do handmade.

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Judith Pottecher na conceito:firmacasa

Judith lança a linha Decor Editions: almofadas, poltronas e objetos luminosos para a loja, com edições limitadas. Abaixo, as almofadas, com maxi-zíperes, marca registrada da designer e curadora.

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Uma homenagem ao legado de Rafael Bordallo Pinheiro

A loja Firma Casa trouxe a mostra com releituras da obra do artista português, assinadas por importantes nomes da arte brasileira.

A exposição Universo Bordallo- 20 BB Bordallianos do Brasil contou com obras de Vik Muniz, Tunga, Regina Silveira, Isabela Capeto, Adriana Barreto, Barrão, Laerte Ramos, Marcos Chaves, Saint Clair Cemin, entre outros. Cada um desses artistas passou dez dias na fábrica Bordallo Pinheiro, em Portugal, para aprender as técnicas e sentir a paixão e a criatividade do processo de fabricação da marca. Ao todo, são 20 peças limitadas e numeradas.

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Design House

Uma plataforma experimental de design, invade um casarão em demolição no meio do Jardim Paulista. O espaço é a futura loja da MARCHÉ ART DE VIE na Alameda Gabriel Monteira da Silva. A antiga casa que esta em ruinas e será demolida após o evento, abrigou um grupo de designers nacionais e internacionais. O Estúdio Quasinovo ficou responsável pelo set design.

A exposição é mais uma experiência do design em todos os seus aspectos – conceitual, funcional, estético. Os objetos de design contemporâneo foram exibidos em meios as ruinas da antiga residência colocando em contraste o pós-moderno e o arcaico; a artesania e perfeição do design e a decadência do cenário que o envolve. Em uma metrópole como São Paulo onde passado e presente se encontram de forma intensa, essa dialética representada na exibição também serve para evocar questões relativas às nossas percepções de tempo, espaço e memória e suas relações com a arquitetura e objetos que nos cerceiam.

Vimos ali, The Spirit of Poland, com novos designers e design da Polônia, cactos de Israel Macedo, Diego Andrez, ainda, os “infláveis de metal” da marca polonesa Zieta.

O clima era como se estivéssemos na obra de uma casa, mesmo… Para nos recepcionar, um bar improvisado no jardim, onde os convidados preparavam seus drinks…

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Por fim, VAGA VIVA, as Zonas Verdes no DW.

Além de proporcionar momentos de celebração e negócios, os festivais urbanos também trazem a oportunidade de reflexão sobre o exercício da cidadania e a ocupação dos espaços públicos. Pensando nisso, um grupo de entidades e profissionais apresentam as Zonas Verdes – espaços de convivência em locais anteriormente utilizados como Zona Azul. Inspiradas nos parklets, originalmente criados em São Francisco, nos EUA, esses espaços transformam a via pública em áreas recreativas. As duas unidades temporárias instaladas durante o DW! foram desenvolvidas por renomados arquitetos e designers e estarão disponíveis para o uso de pedestres e ciclistas 24 horas por dia.

Os dois espaços foram projetados de forma colaborativa entre o coletivo Design OK, grupo Gentilezas Urbanas e os escritórios H2C e Zoom.

A iniciativa não nasceu com os protestos de junho, que pediam a redução das tarifas e mais qualidade no transporte. Mas Lauro Andrade, idealizador do evento, diz que a discussão cresceu com a onda de manifestações.

O espaço misturava arquitetura, design, paisagismo e transformava num grande mobiliário urbano. Vimos, em duas vagas de carro: estacionamento para 4 bikes, lounge, mini-horta com temperinhos. Presenciamos a troca, a socialização, o convívio. Ficamos realizados ao conversar com alguns dos integrantes dos coletivos, pois já realizamos em Porto Alegre, intervenções similares: as paradas de ônibus da Semana ARP de Comunicação, as bike-taxis, lounges no Parcão. Vamos trocar experiências e ideias com os grupos e, quem sabe, trazer novas e diferentes gentilezas urbanas para Porto Alegre.

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DW! 2014.

Soubemos que as equipes do DW já está trabalhando para a próxima edição.

Pedro Ariel, diretor de redação da Casa Claudia, e curador das exposições do DW!, nos acompanhou num tour pelo circuito da Gabriel. Juntos, visitamos conceito: firmacasa, Firmacasa, ByKamy, LaLampe, A LotOf, Dpot, finalizando a tarde com o audaz Design House. Em conversa com Pedro, ele diz que um ano de trabalho é pouco para tantas ideias e projetos bacanas. Ele conta que recebe projetos de vários lugares do Mundo e destaca a importância da comunhão do design, da arquitetura, arte e moda e sua importância para o desenvolvimento cultural, social e econômico de São Paulo, consolidando a imagem do Brasil no circuito do design mundial.

Já Lauro Andrade Filho, Summit Promo e idealizador do evento, explicou um pouco do processo de dois anos de estudo para a definição do formato do evento, as pesquisas de outros eventos similares do mundo e de como adequaram o formato do DW para São Paulo. “Cada cidade tem a sua vocação, e para desenharmos o DW, estudamos profundamente a vocação de São Paulo, uma metrópole onde design e tendência são efervescentes”.

Lauro ainda fala do projeto futuro de levar o DW para outras capitais brasileiras.

Quem sabe Porto Alegre não entra no circuito?

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